Bullying, quando a escola é o inferno
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.Compartilhe as fotos nas redes:Por Claudia Munaiz
Da Efe
Em 2011, ao menos 190 jovens cometeram suicídio na Cidade do México em consequência do bullying, aponta estudo da organização cidadã "Fundação em Movimento". O Instituto Nacional de Psiquiatria do México é taxativo ao advertir que, se o assédio escolar persistir no mesmo ritmo, em 2020 o suicídio será a primeira causa de morte entre os jovens.
A cena se repete: um agressor (menino ou menina) intimida, maltrata e ameaça uma vítima, deixando transparecer o grande desequilíbrio de forças. O cenário: uma escola. Por este motivo muitas crianças e adolescentes já não querem ir à escola. Um local que para uma parcela já é sinônimo de inferno.
É o caso de Yaretzi, de 10 anos, que chegou inclusive a sofrer violência física. "Um dia tocou meu telefone e era a subdiretora da escola da minha filha pedindo para que eu fosse rapidamente porque ela havia se envolvido em uma briga com outra menina e estava com um grave ferimento na cabeça.
O relato é de Laura Gómez, mãe de Yaretzi, na página da associação "Fundação em Movimento", onde esta família, desesperada, bateu em busca de ajuda. Esta instituição combate o bullying por meio da prevenção, conscientização, alianças governamentais, apoio as vítimas, campanhas e por meio da capacitação de professores.
Na opinião dos médicos que tratam Yaretzi é provável que ela apresente sequelas físicas por toda vida por causa dos golpes recebidos. Diante da gravidade das lesões, o caso foi parar no Ministério Público.
Blog Rita Lavoyer
quinta-feira, 31 de maio de 2012
BULLYING MATA
BULLYING MATA!
A vítima de bullying não quer ser destaque!
A vítima de bullying não quer ser humilhada!
A vítima de bullying não quer ser chantageada!
A vítima de bullying não quer ser ameaçada!
A vítima de bullying não quer ser roubada!
A vítima de bullying não quer ser isolada!
A vítima de bullying não quer ser perseguida!
A vítima de bullying não quer que lhe roubem a vida!
A vítima de bullying não quer ir mais para a escola!
A vítima de bullying não quer mais comer!
A vítima de bullying não quer mais beber!
A vítima de bullying não quer mais viver!
A vítima de bullying precisa de você, por favor ajude-a.
O silêncio dela não é proposital
O silêncio dela não é de brincadeira
O silêncio dela é dor concretizada
Que a arrasta para um quadro de depressão que,
Se não tratado a tempo, torna-se irreversível.
BULLYING NÃO É BRINCADEIRA
BULLYIN É QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA
ADOTE ESTA IDEIA VOCÊ TAMBÉM!
quarta-feira, 30 de maio de 2012
BULLYING MATA!
Sabor de Pimentão.
Exploramos o mundo à nossa volta com os órgãos dos sentidos. Eu sei que consigo sentir através da minha visão, saborear com o tato prazeres e angustias. Quantos remorsos degustamos ao engolirmos sapos que cheiram tão mal aos nossos estímulos, mas os fazemos, calados.
Não foram nem uma, nem duas vezes que toda a escola ouvia gritos de alunos, porque estavam apanhando das mestras. Na minha sala, eu tremia junto com alguns, enquanto outra metade da classe incentivava, aos gritos, aquelas torturas.
A minha professora avisava, gritando, que aquilo deveria nos servir de exemplo. Diante de tamanha coação, ficávamos imóveis nas carteiras.
_ E aí “Pimentão”, apanhou hoje, hein!
Ouvi isso na saída. Um grupo de colegas de classe zoava o “Pimentão”, porque ele havia apanhado, dentro da classe, da professora, cujo nome não citarei, porque ela ainda vive.
Ele ficava vermelho, igual a um pimentão mesmo, quando o irritavam. Por isso, herdou o apelido. E o constrangimento o acompanhava até que findasse o seu caminho de retorno à casa, talvez deixasse a vergonha do lado de fora, quando a adentrasse, batendo a porta. Talvez...
No dia seguinte a rotina era a mesma, os encontros acontecendo e aquele menino, apenas “Pimentão”, animando a garotada. Eu gostava da alegria dele, embora não soubesse o seu nome. Apenas uma criança simples. Apenas.
Naquela saída eu o vi mais vermelho do que antes. Os “amigos” o chacotearam. Falavam de outra surra que levou da professora porque era ‘burro’, não decorara a tabuada. Engraçado! Não ouvimos os gritos do alegre “Pimentão”. Apanhara em silêncio desta vez?
Nunca mais o vi. Não havia mais o “Pimentão” naquela leva que se juntava à outra. Não sei para onde ele foi. O ano, tenho certeza, ele não terminou naquela escola. Desvencilhou-se aquele “Pimentão” da rotina escolar.
Acovardou-se ou teve coragem de fugir de si mesmo por terem lhe roubado a sua autoestima, a sua alegria simples de apenas ser o que realmente era?
Com variedades, os pimentões são ligeiramente picantes. Alguns dizem que quando os comem, lembram-se deles o dia todo. Cada um os digere conforme o funcionamento do seu organismo, por isso uns os saboreiam; outros, não.
O pimentão, enquanto uma hortaliça, meu organismo o aceita muito bem. Mas os meus sentidos, convertidos em impulsos elétricos e que transitam o meu Sistema Nervoso Central, me fazem ouvir os sabores daquele “Pimentão” que gritava aos olhos de tantos e que nada faziam para amenizar o seu flagelo, a sua angústia, a sua vergonha, a sua humilhação. As dores daquele menino eu ainda as vejo, eu ainda as ouço, mas eu não as digiro
Lutar contra a prática de bullying em qualquer espaço do planeta é questão de dignidade.
Bullying já é questão de saúde pública.
Não podemos nos calar diante dessa covardia disfarçada de brincadeira.
BULLYING NÃO É BRINCADEIRA !
JUNTE-SE A ESTA CAUSA!
Rita Lavoyer
quinta-feira, 24 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
QUAL NOME DAR A ISTO?
Era madrugada, o vento uivava lá fora como que querendo morder-lhe os tímpanos. As janelas se agitavam numa necessidade inconsciente de se arrancarem daquela morada.
Agonizou-se com a queda da luz, consumindo a própria energia. O grito, abafado na garganta, juntou-se ao uivo da atmosfera e do escuro uma presa ela se tornou.
Nada mais pôde ver e o arrepio por todo o corpo ela deixou transparecer. Dos pés ao pé da nuca ele corria sem parar. Ali, nada mais lhe restava a não ser se entregar. O medo que a mordiscava esquentava-lhe o suor, e a ação que praticava tornou-a outdoor. O néon de suas veias exalava pelos poros, o berro e o calafrio tornaram-se insonoros.
Tateava o espaço vão, e quanto mais se debatia muito mais se consumia. Com a cabeça pelo avesso, acorrentou-se ao decalque colado em todo ‘não’ – resposta repentina de quem nunca atina a razão da escuridão.
O pavor veio pronto para pegá-la, e com a força da camisa os seus braços ela soltou. Afivelada ao algodão daquela veste tão comprida, ela, se vendo vencida, ao delírio se entregou.
A onomatopeia de dente sobre dente mesclou-se a um gemido e no ponto final uma luz pôde ser vista.
Era gente transparente usando camisolão; entre todos, um apenas queria conduzi-la pelas mãos. A princípio recusou-se porque tinha conteúdo, ele não. Se atendesse àquele chamado teria que partir de mãos dadas, ficaria invisível. Mas a luz era enorme e tornou-se imprevisível refletir sobre ela.
O que continha naquela presa foi perdendo a sua forma e toda consistência acabou virando vento; levaram-na para um jardim. Ali, trabalhava controlando todo o clima, ajudando as plantas a florirem. Quando estavam bem formadas recebiam a visita de enxames cujo feromônio a perturbava.
No seu suplício de ar puro e temperado não recebia um agrado e uma tormenta ela virou. Devastou aquele campo e mandou tudo pro espaço. Vento também tem querer e precisa de abraço.
Como pena pelo estrago, foi deixada lá, do lado de fora de onde fora levada. Mas já era dia claro e com o peito transparente viu um rótulo e a inscrição:
“ Aqui não há conteúdo. Por teres querido o mesmo que a abelha e a flor, viverás sempre com medo de perder o teu amor. Ainda que tenhas coragem de superar o teu escuro, o jardim que devastaste, entre ti e o desejo, se erguerá em alto muro. O som que não gostavas do enxame apaixonado será o teu grito mudo e ninguém te ouvirá. Se a tua insanidade delirar esta estranha arte, hão de não te acreditar. Passarás daqui à vala. Por isto, guarda em segredo a vontade de revelá-la.”
Refletiu sobre a escritura e a claridade da janela perturbava-lhe o semblante. Ela entendeu, naquele instante, que a ânsia que sentia era um desejo incontido de querer ser uma amante.
Não aceitando o chavão a ela atribuído, mediu uma distância à outra e saltou pela janela, espatifando no chão os seus desejos reprimidos.
Rita Lavoyer é membro da UBE e da Cia dos Blogueiros.
imagem da internet
domingo, 13 de maio de 2012
QUAL O TAMANHO DO SEU MUNDO?
Então, é desse modo que a gente diminui ou aumenta o tamanho do enredo.
A mulher cuidava das suas plantas com tanto carinho que conseguiu humanizá-las. Estavam por todas as partes, cantos, estantes e paredes dentro de casa. O espaço, dentro da casa, era imensamente grande para confortar as centenas de espécies cultivavas.
Os remedinhos, as aguinhas, os adubinhos, o ventinho, o solzinho e tudo mais de que as plantinhas necessitavam eram lhes dados em doses e horários corretos. Isso era sistemático.
Carinhos, conversas, conforto...
Nada faltava àquelas grandes plantinhas.
Lindas de viver elas eram e estavam.
O amor daquela mulher pelas plantas fez com que ela pensasse assim:
“Já que estão lindas aqui dentro de casa, mais lindas e vistosas vocês ficarão se eu as colocar do lado de fora. Lá há mais brilho do sol, vento corrente que nunca para de ir e vir... Poderão sentir as águas das chuvas e conhecer o que é o sereno da madrugada. Vou sentir muito, aqui dentro de casa há espaço e tudo o que há de bom eu lhes ofereço, mas julgo que lá fora vocês serão mais felizes, porque desejo vê-las cada vez mais belas e fortes.”
A mulher explicou exatamente nesses termos a cada uma das plantinhas dela.
Foram dias arrastando vasos, arranjos, jardineiras, correntes e suportes de dentro da casa para fora. Mas nada se ajustava.
Colocava-se os vasos, retirava-se as jardineiras. Os suportes atrapalhavam as correntes. Tirava-se um atrapalhava-se outro. Desenroscava daqui, enroscava dali.
Pendurava uma plantinha aqui, misturava com outra espécie com a qual não podia ter contato. Não podia ficar, mudava tudo novamente.
Foi muito difícil encontrar, do lado de fora da casa, espaço suficiente para tantas flores, arranjos, folhagens, palmeiras, enfim, para aquelas espécies não havia suficiente espaço do lado de fora da casa.
E nessa luta de tira e põe, muda e coloca novamente no lugar as plantas, apesar de continuarem recebendo o mesmo carinho e dedicação daquela mulher, começaram a sentir a diferença da temperatura, da água da chuva, do sereno da madrugada...
Algumas secaram, outras murcharam e derrubavam suas folhas com frequência. As espécies que caíam em cachos também não conseguiam cachear mais.
O desconsolo tomou conta do coração daquela mulher que, parada diante dos vasos, cuidadosamente colocados do lado de fora daquela casa, cruzou os braços, respirou fundo e chorou.
As lágrimas lavavam os olhos e a face dela.
Tamanha sua tristeza, não pôde impedir que sua dor tomasse som. Ouvindo os soluços, o filho pôs-se diante dela e disse:
_ Mãe, guarde suas plantas novamente dentro de casa e cuide delas como antes, assim voltarão a ser como eram. Aqui dentro de casa, mãe, há mais espaço do que aí fora.
Com os olhos lavados de mãe respondeu:
_ Filho! Elas têm que continuar aqui fora. Se eu guardá-las novamente tirarei delas a oportunidade de “tentarem” sobreviver. Recolhê-las, reconfortá-las não as farão lindas e vistosas novamente. Continuarão aqui fora e tudo que precisarem para sobreviver eu lhas darei, como sempre dei. Do que lhes faltar, terão que buscar sozinhas no espaço em que cada uma se encontra.
As estações passaram...
Floriram novamente, cachearam e cada uma foi tomando forma para se adequar ao lado de fora da casa. Logo, o espaço tornou-se o tamanho ideal para que elas sobressaíssem entre si.
_ Mãe, como a senhora, sem mudar nada de lugar, conseguiu com que as plantas coubessem onde não cabiam?
_ Filho! Eu sempre tive amor, carinho e disposição para cuidar delas. Se eu as tivesse guardado dentro de casa, elas voltariam a ser como eram antes de virem para os lugares onde estão. Porém, se em outra ocasião elas necessitassem sair, talvez não aguentariam a mudança de ambiente tamanha a fragilidade de suas belezas e, provavelmente, morreriam para sempre.
Hoje, meu filho, elas estão bem encaixadas em seus lugares e fortalecidas também. Se eu quiser mudá-las de um lado para o outro, de dentro para fora, elas certamente resistirão. Portanto, quando eu estiver indisposta, sem condições de cuidar delas, certamente não sentirão a minha falta, pelo contrário, estarão vistosas e fortalecidas para me agradar e ajudar a passar os meus dias.
_ Mãe, existe um espaço para cada coisa?
_ Não, meu filho. Existe um mundo em cada espaço. O mundo, meu filho, é do tamanho que nós necessitamos. Mas temos que sair a procura dele no tempo certo para encontrarmos o espaço adequado ao nosso perfil. Se sairmos e murcharmos, há de se ter humildade de dizer, isso, enquanto os nossos criadores tiverem disposição para nos levantar tantas vezes quantas forem necessárias. Tudo a seu tempo, meu filho, mas nunca fuja do seu, senão você não fará a sua história.
Rita Lavoyer
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